18 abril 2011

poesia sem sal

faço poesia mixuruca
poesia sem sal
sem apelo comercial

faço poesia chorada
chata
e totalmente pessoal

faço poesia
como quem caga
no próprio pé

faço poesia
no papel
wi-fi
3g
como
quisé

4 comentários:

Melina F. disse...

o importante é que se faça

george jung disse...

versos fodidos. fodidos! isso está ficando incrível.

kadu disse...

essa poesia tem uma cadência que só se consegue com anos de prosa...

sei disso porque odiava poesia quando era adolescente, lia de preferência autores alemães e russos com catatais de 1000 pgs., e escrevia idem. hoje (tenho 22) não consigo ler prosa. no máximo um livro de contos.

ou escrevo um aforismo rude ou poema sem pé nem cabeça, tipo os seus... prosa agora dói, é tipo desvirtuada, suja e imprecisa...

viva a sua poesia!

(coloquei um link do seu blog num que comecei hoje)

Mylene Ribeiro disse...

poesia sem sal nada. tua poesia é agridoce!

uma lindeza :)