Eu poderia ser a mulher do tempo. Diz.
(Veja bem, não estamos estabelecendo personagens. Essa pressa curiosa é o mais trivial à nós, extraterrestres.)
Bem verdade que aqui acaba a luz o tempo todo. E eu, guess what, abandonei estrada adentro-afora a pressão e o peso que era carregar o desejo e a insaciável sede do português encorpado; meu português eu que faço. É meu, é natureza minha. But they're still so charming... E eu aqui, tomo um gole, mastigo um insight que não vai dar em nada, uma banalidade qualquer, uma endoscopia. E ele a caetanear um "as a matter of fact" ao vivo, num brasinglês ondulado, londrino, com ginga (como pode?). O cara tem pés de veludo... Como pode? Só podia mesmo ser Caetano Veloz.
Veja: economicamente falando, prazer, je m'appelle banqueroute, mas ainda assim (fé!) acredito no bom gosto. O bom gosto é sempre salvador.
Foi muito, muito atrevido morder um ouriço, Beautiful Bird.
Admiro, Beautiful Bird, nossa coragem diária ao acordar, abrir os olhos e enfrentar a selva, cada vez mais hermética e louca; cada vez mais rápida e animalesca. Estão todos, Beautiful Bird, preocupados demais com o saldo bancário. Por que diabos realizar que somos animais de zoológico? Tão confinados quanto. E, Beautiful Bird, sou contra o sistema zoological. ZOO - LOGICAL.
Quero minha fatia...... meu pedaço justificável de solitude urbana.
No meio da concrete jungle, B.B... estamos fodidos. E eu quero meu mastro, quero minha bandeira, quero a porra do meu metro quadrado. Não estamos na China, porra! Quero meu direito de musicar lições morais que me enfiam goela abaixo todo santo dia. Oh, porca hierarquia! Foda-se. Gosto pra caralho de grana. Gostas não tu?
Estalar louco de dedos.. dopação dopação.. que doidêra, man..
Meus caros, devo informá-los. O jornal, amanhã, deve mentir.
Or to speak more elegantly.. viver é uma merdinha de faca de dois gumes, bicho... que caralho...
22 julho 2009
09 junho 2009
a equação sincera dos eixos
a vida anda doce como um quê
que ninguém aí sabe explicar
nem ti,
a quem dediquei minhas tempestades silenciosas
nem ti,
a quem dediquei e dedico meus domingos-de-manhã
as tias gordas não acreditariam. a ovelha negra fisgou um doutor.
quero entrar na desconfiguração do teu caos
quero me subalimentar com teus restos
te chamar quando bem entender
devorar o seu peito, que é largo
te oferecer a arte
malabarística
das incertezas
(e sei que aceitarás).
que ninguém aí sabe explicar
nem ti,
a quem dediquei minhas tempestades silenciosas
nem ti,
a quem dediquei e dedico meus domingos-de-manhã
as tias gordas não acreditariam. a ovelha negra fisgou um doutor.
quero entrar na desconfiguração do teu caos
quero me subalimentar com teus restos
te chamar quando bem entender
devorar o seu peito, que é largo
te oferecer a arte
malabarística
das incertezas
(e sei que aceitarás).
26 maio 2009
23 maio 2009
03 maio 2009
o muro
vivo
florido
alado
todos querem transpassar o muro
todos querem ser mais altos que o muro
nós queremos encher o muro de
flores
cores
sabores
livre poesia
mas,
o muro é
intransponível
inabalável
o muro é
louco & doce
na medida certa
o muro foi construído corretamente
por linhas tortas
por encontros e desencontros
no bixiga
em santana
no céu
ou quem sabe até
em vidas kármicas-passadas
o muro foi construído
em noites geladas de inverno
regadas à cocaína, cerveja, maconha
noitadas, grandes viagens
mas o muro também tem suas dores
seus desprazeres
seus dissabores
se esquecem que o muro
é o deus todo poderoso da rotina
exerce poder sob todo e qualquer cidadão
o muro flui num caos desconexo de palavras
ele sintetiza
por que não
o amor
o
amor
pleno
o muro sobrevive. continua florido.
o muro é um mundo cheio de cicatrizes.
mas não deixa de ser
(onipresente)
o muro
nós somos o muro.
florido
alado
todos querem transpassar o muro
todos querem ser mais altos que o muro
nós queremos encher o muro de
flores
cores
sabores
livre poesia
mas,
o muro é
intransponível
inabalável
o muro é
louco & doce
na medida certa
o muro foi construído corretamente
por linhas tortas
por encontros e desencontros
no bixiga
em santana
no céu
ou quem sabe até
em vidas kármicas-passadas
o muro foi construído
em noites geladas de inverno
regadas à cocaína, cerveja, maconha
noitadas, grandes viagens
mas o muro também tem suas dores
seus desprazeres
seus dissabores
se esquecem que o muro
é o deus todo poderoso da rotina
exerce poder sob todo e qualquer cidadão
o muro flui num caos desconexo de palavras
ele sintetiza
por que não
o amor
o
amor
pleno
o muro sobrevive. continua florido.
o muro é um mundo cheio de cicatrizes.
mas não deixa de ser
(onipresente)
o muro
nós somos o muro.
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