artista é o cara que deve no banco
é o cara que teve enxaqueca o dia todo
é o cara que está triste, mas sobe ao palco e sorri
o artista é aquele que hipnotiza
alimenta a alma de outrem
é o cara que faz as palmas
serem palmas
CLAP
o artista tem o poder sobrenatural
de interpretar a si próprio
buscando algo que
desconhece ...
mas não deixa de buscar.
o artista antes de subir ao palco
tomou um gole d´água
cerveja
fumou um cigarro
do maço que comprou no boteco ao lado
de onde acontecerá
o espetáculo
23 outubro 2009
17 outubro 2009
14 outubro 2009
lapa 856R
pegarei o ônibus, estará lotado, todos com suas caras-de-cu, centrados em seus fones, todos estarão cansados, silenciosos e tristes, uma tia gorda comerá algo que impregnará o busão, uma gostosa usará seus pontos tim pré-pago pra falar com sua amiga baranga e contar (alto) todos os detalhes do armazém da vila, um vendedor falará bem de um chocolate xumbrega e usará sua má sorte para me emocionar, comprarei o chocolate xumbrega, realizarei que, de fato, é uma bosta mas... nada, de fato, me importará.
estou em meu itinerário;
um gigante mapa, sem direções, um mapa em branco.
chega o lapa laranja. subirá a teodoro.
enxaqueca heavy metal, tomarei três aspirinas que de nada adiantarão, minha chefe estará com aquele humor do cão, onde se esquece o nome de seu subalterno e ele, instantaneamente, torna-se um grande pedaço de merda que você pode mandar e desmandar, foda-se, o subalterno num dia como hoje não tem sentimentos, nem problemas, nem teve uma noite ruim de sono, ele é seu saco de pancadas e foda-se, ya basta.
hoje terei uma crise de solidão, na qual me acharei um grande nada, não acreditarei no amor, não torcerei pela paz, desejarei que jorge ben e seu positivismo frequentem a casa do caralho, sofrerei até o último minuto do dia, dado momento este em que colocarei minha pesada cabeça ao travesseiro e me depararei com uma enxaqueca do cacete que irá me tirar o sono, portanto, dormirei tarde, acordarei cedo, trabalharei pra caralho e assim seguirá em frente uma rotina de cansaço, dissabor e desamor.
ciclos
cílios
círculos
but i swear... i do believe in john lennon.
nós, brasileiros, possuimos boas expressões. por exemplo: tá foda.
estou em meu itinerário;
um gigante mapa, sem direções, um mapa em branco.
chega o lapa laranja. subirá a teodoro.
enxaqueca heavy metal, tomarei três aspirinas que de nada adiantarão, minha chefe estará com aquele humor do cão, onde se esquece o nome de seu subalterno e ele, instantaneamente, torna-se um grande pedaço de merda que você pode mandar e desmandar, foda-se, o subalterno num dia como hoje não tem sentimentos, nem problemas, nem teve uma noite ruim de sono, ele é seu saco de pancadas e foda-se, ya basta.
hoje terei uma crise de solidão, na qual me acharei um grande nada, não acreditarei no amor, não torcerei pela paz, desejarei que jorge ben e seu positivismo frequentem a casa do caralho, sofrerei até o último minuto do dia, dado momento este em que colocarei minha pesada cabeça ao travesseiro e me depararei com uma enxaqueca do cacete que irá me tirar o sono, portanto, dormirei tarde, acordarei cedo, trabalharei pra caralho e assim seguirá em frente uma rotina de cansaço, dissabor e desamor.
ciclos
cílios
círculos
but i swear... i do believe in john lennon.
nós, brasileiros, possuimos boas expressões. por exemplo: tá foda.
13 setembro 2009
o arvoredo
sunday morning, a boca ainda seca, o estômago revirado e a velha cabeça matutando: eu sempre faço merda! o final de semana foi corrido, demos dois grandes pulos em campinas, uma cidade ótima. ótima. eu sempre penso porque diabos as pessoas não gostam da vida no interior e vem morar em são paulo. qual será o apelo das grandes metrópoles? um sonho, uma vida melhor, o caos? queria saber o que tanto atrai essas almas. estão todos buscando a loucura, só eu busco a calma? quero me afastar da cidade cinza. estou cansada do trânsito, de lugares lotados, me sinto um bicho enjaulado, exausta, língua pra fora, cobiçando correr por verdes campos, criar habilidade na convivência com mosquitos e lagartixas. talvez não por muito tempo, é verdade. mas preciso de um descanso. uma hora faço minhas malas e vou-me embora com meu homem pra longe daqui. viver o verde de perto. livre, bem livre, respirando o ar das noites quentes.
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